Caso PC Farias: família de Suzana diz que não vai ao julgamento dos PMs

03/05/2013 15h25
Luciano Milano

Suzana e PC Farias foram assassinados em casa, em junho de 1996 (Crédito: Cleide Oliveira)
Suzana e PC Farias foram assassinados em casa, em junho de 1996 (Crédito: Cleide Oliveira)

A família de Suzana Marcolino não deve comparecer ao julgamento que começa na próxima segunda-feira (6), no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, quando quatro policiais militares sentam no banco dos réus, acusados pela promotoria de co-autoria material da morte de Suzana e de seu então namorado Paulo César Farias, em 23 de junho de 1996. A informação foi dada ao TNH1, por telefone, pela irmã de Suzana, a jornalista Anna Luizza Marcolino, de 53 anos. 

Além de Anna Marcolino, outro irmão de Suzana, Jerônimo Marcolino, está fora de Alagoas e também não tem interesse em acompanhar o julgamento "nem de longe", garante Anna Marcolino. Ainda no contato com a reportagem, a irmã de Suzana Marcolino afirmou que não teria mais nada a dizer, a não ser o que postou em sua página no Facebook. 

“Aquele que me conforta está acima das injustiças do homem. Ele tira as muitas águas do oculto para a luz. ESPERO NELE. Não perco a minha esperança que é alimentada, todos os dias, com a minha fé. Então, com esta certeza, não movo um galho porque uma folha sequer não cai sem a permissão e o tempo Dele. A condenação e a absolvição dos homens não é a justiça de Deus”, desabafou na rede social.

Depois da postagem, Anna Luizza Marcolino respondeu a um comentário deixado por um dos seus amigos no Facebook: “Estou bem mais forte hoje do que no passado e sou consciente de que nada irá trazer de volta quem já se foi; então não vou abrir as feridas que Deus cicatrizou. Sou vítima, não devo nada. Demorou para chegar à minha paz e esta não perco por nada, nem pelas palavras vãs que soltam aos ventos porque sei que elas voltarão e não serão para mim”, comentou.

Réus

Serão julgados, 17 anos após o crime, os seguranças do casal PC Farias-Suzana: os policiais militares Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva. Segundo denúncia da promotoria, os quatro são culpados por, pelo menos, omissão no assassinato das vitimas, já que estavam no local do crime, não impediram a ocorrência do assassinato e nem apontaram quem atirou e quem poderia ser o autor intelectual do crime.

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