Estaleiro em Alagoas é líder em produção de lanchas no Brasil

22/01/2012 17h00
Da Redação

Estaleiro alagoano produz nove das dez lanchas mais vendidas do país (Crédito: TNH)
Estaleiro alagoano produz nove das dez lanchas mais vendidas do país (Crédito: TNH)

O Estaleiro Phoenix existe há mais de 30 anos e fabrica embarcações para o Brasil e para o mundo. Com um portfólio difícil de ser igualado por outro estaleiro a nível nacional, o Phoenix fabrica as nove lanchas mais vendidas no ranking nacional.

Um dos herdeiros do estaleiro, Edward Jucá, conta que o empreendimento começou com o pai. “Desde a infância, eu e meu irmão, Edvan Moraes, que administra o negócio junto comigo, somos apaixonados por barco”, diz. “Deu certo porque temos paixão pelo que fazemos”, completa.  Tão certo que o Phoenix é o maior produtor de lanchas do país. “Este ano estamos exportando para a Rússia”, diz Jucá. Aempresa exporta para a Europa, África e América do Norte. “O mais importante de tudo é que somos uma empresa genuinamente alagoana. Eu e meu irmão somos daqui e somos bairristas”, orgulha-se Jucá.

Todas as unidades que são vendidas no Brasil e no mundo saem do estaleiro instalado em Rio Largo e que emprega 400 funcionários. “Temos 12 modelos de lancha, dos quais nove são os mais vendidos do Brasil”, explica Edward.

Para aqueles que não sabiam que Alagoas possuía um estaleiro, os números não param por aí. Foi a partir de 2001, quando foi lançado o modelo de lancha italiano, numa feira náutica no Rio de Janeiro, que o Phoenix começou a ganhar visibilidade nacional. Hoje a empresa é campeã nos salões náuticos. Há mais de 10 anos, em 21 feiras náuticas, o estaleiro de Rio Largo é o líder inconteste em vendas do Brasil. “É um recorde que nenhum brasileiro tem”, diz Jucá.

 “Os números que alcançamos lá fora, nenhum nordestino iria nem sonhar com isso”, conta Edward. Com conquistas impressionantes no Brasil, além de ser campeão nas maiores feiras da América Latina, a Rio Boat Show e a São Paulo Boat Show, o Phoenix também teve ótimo desempenho na fera náutica de Paris de 2011. E não foi só Paris que recebeu as produções alagoanas: o Phoenix participa de outras 12 feiras na Europa.

Alguns segredos de produção dos 12 galpões que produzem as lanchas, Edward prefere não revelar. “É bom não atiçar a concorrência. Ela é interessante para a evolução do seu produto”, afirma. Em seguida, Jucá conta que recentemente toda a parte de hidrodinâmica das lanchas foi reestilizada, o que melhora o desempenho e as torna mais econômicas.

Showroom

“Tenho lojas no Brasil todo; do Oiapoque o Chuí”, resume Jucá sobre as lojas de showroom do Phoenix espalhadas pelo país afora. Ele não revela o número exato, mas conta que com as revendedoras credenciadas e com as lojas próprias, o Phoenix gera, no país, cerca de cinco mil empregos indiretos.   “Temos uma rede de distribuição gigante”, diz.

Com uma linha de produção constante, Edward conta que também há espaço para pedidos inusitados. A  exemplo da banda de forró Calcinha Preta, que encomendou uma lancha bem diferente. “Eles pediram uma lancha toda preta com o desenho de uma calcinha”. “A gente tem que fazer o que o cliente quer,  a gente vende sonho”, completa.

Lancha não é um produto caro

Os preços variam de R$ 50 mil a R$ 1 milhão, dependendo do tamanho, dfo modelo e do que o cliente deseja incrementar em sua embarcação. “A gente produz sonho e produz de todo jeito”, fala Jucá. Edward conta que o Phoenix é um divisor de águas no Brasil. Ele diz que a empresa acabou com a máxima de que “lancha é negócio de rico”, então tentou mostrar que a embarcação pode ser um produto acessível e não tão caro, por isso abriu o financiamento bancário. “Hoje, qualquer um pode comprar uma lancha em até sessenta vezes, com juros de um carro. Isso cabe no bolso do brasileiro”, afirma.

“A Phoenix mudou a filosofia de lanchas no Brasil”, afirma. “Uma pessoa pode comprar um produto com qualidade maravilhosa e que cabe no bolso”, diz.

Com tantas conquistas, Jucá afirma que já expandiu a empresa muito mais do que havia imaginado. “Eu mirava ser um dos melhores do Brasil, isso eu já consegui. Hoje estamos com outros horizontes no mundo”.

Mão de obra

Arregimentar mão de obra qualificada para o estaleiro não é uma tarefa fácil. Para iniciar o trabalho, a pessoa passa por um curso de um ano – proporcionado pelo Phoenix. Edward conta que às vezes é preciso trazer pessoas de fora, pelo fato de o trabalho ser tão específico. Ele afirma que qualificar é um trabalho intenso, mas isso vai sendo realizado passo a passo dentro da empresa.

Apesar das dificuldades com a mão de obra, o estaleiro tem, cumprido os prazos de entrega das embarcações encomendadas. Uma lancha leva de 45 a 60 dias para ficar pronta; já uma embarcação maior, de 90 a 100 dias. 

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