Maceió tem 10% da população morando em favelas e grotas, diz IBGE

22/12/2011 10h47
Da Redação

Lixo e barracos dividem o mesmo espaço na Favela do Jaraguá (Crédito: Maurício Silva/ Tudo na Hora)
Lixo e barracos dividem o mesmo espaço na Favela do Jaraguá (Crédito: Maurício Silva/ Tudo na Hora)

Cento e vinte mil pessoas morando em favelas e grotas. Segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é esse o número de maceioenses que vivem nos chamados aglomerados subnormais. Isso representa 10% da população da capital.

A pesquisa apontou que o Estado de Alagoas possui 130 mil pessoas morando em más condições, sem acesso a rede de coleta de esgoto ou fossa séptica, abastecimento de água e coleta de lixo. São 12 os municípios que possuem parte da população vivendo nesses locais, mas a maioria está na região metropolitana de Maceió.

Em toda a região Nordeste, a concentração maior está nas capitais. Salvador, por exemplo, tem mais da metade da população (52%) morando em favelas e Recife tem 22,4%.

Segundo o IBGE, 10,6% dos moradores da região metropolitana de Maceió, 121,9 mil pessoas, estão nas favelas, grotas e encostas. São mais de 34 mil domicílios nessas áreas.

A Vila dos Pescadores, na Favela do Jaraguá, é um desses locais onde as pessoas vivem em péssimas condições. Na comunidade, falta moradia, saúde, habitação, saneamento básico e um amontoado de lixo se alastra por vários locais da localidade.

“Aqui foi sempre assim: cheio de lixo, moradia precária e falta de saneamento. Há 30 anos moro aqui na Favela do Jaraguá e o cenário foi sempre esse”, disse o pescador José Cláudio dos Santos, de 42 anos de idade.

 

Os moradores esperam ser transferidos para um conjunto habitacional. “Vai ser muito bom sair daqui, principalmente por causa do ambiente. Tenho seis filhos para criar e meu barraco é pequeno demais. Não tem condições de viver com esse amontoado de lixo e insetos, isso incomoda principalmente as crianças”, disse a marisqueira Gênesis Bezerra dos Santos, de 30 anos.

 

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