PF divulga fotos de haras de cavalos de raça fruto de "lavagem" de dinheiro

21/10/2011 14h15
Da Redação

Haras localizado em Atalaia é fruto de lavagem de dinheiro (Crédito: Divulgação - PF/AL)
Haras localizado em Atalaia é fruto de lavagem de dinheiro (Crédito: Divulgação - PF/AL)

A Polícia Federal divulgou, nesta sexta-feira (21), fotos do haras de cavalos de raça que, segundo a PF, é fruto da lavagem de dinheiro investigada pela Operação Rodoleiro, deflagrada nesta quinta-feira (20). O esquema, de acordo com a polícia, vinha fraudando a Receita Federal há pelo menos cinco anos.

Foram presos na ação os diretores financeiro e de pessoal do Tribunal de Contas de Alagoas (TC/AL), Devis Portela de Melo Filho e José Pereira Barbosa, além de um dos donos da academia de luxo Top Fitness, Sérgio Temóteo Gomes de Barros. Os três são acusados de articular um esquema de desvio de recursos do Imposto de Renda de servidores do TC, que pode ter extraído R$ 100 milhões dos cofres públicos.

Os recursos desviados seriam “lavados” na montagem de negócios como a academia de luxo na orla da Pajuçara, que foi alvo de mandados de busca e apreensão, e no haras de cavalos localizado em Atalaia.

Presidente de Associação de Criadores

Segundo apuração do Tudo na Hora, O diretor financeiro do TC, Dêvis Portela de Melo Filho, é presidente da Associação Alagoana de Criadores de Cavalo Quarto de Milha em Alagoas. O servidor do TC é criador de cavalos de raça e uma das principais lideranças do setor no Nordeste.

Melo Filho está preso na carceragem da Polícia Federal desde o início da manhã desta quinta-feira (20), onde prestou depoimento sobre a fraude na folha de pagamento dos servidores do órgão.

Apreensão de animais, armas e documentos

Durante a operação, foram apreendidos 102 cavalos (48 de raça); 50 pássaros silvestres – criados sem autorização do Ibama – e duas armas. Também foi recolhido um cofre na Academia Top, além de documentos e computadores em salas de algumas empresas relacionadas aos diretores do Tribunal de Contas. Foram cumpridos três mandados de prisão e doze de busca e apreensão decretados pela Justiça Federal.

Os cavalos apreendidos continuam no haras em Atalaia, no interior do estado, mas o superintendente Amaro Vieira não descarta a hipótese de que eles sejam alienados judicialmente e o dinheiro seja usado para o ressarcimento dos danos ao erário.

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