Investigação aponta que PM foi assassinado por vingança em Porto Calvo

17/09/2012 14h13
Da Redação

Taxista foi morto após troca de tiros com a polícia em Porto Calvo (Crédito: Divulgação)
Taxista foi morto após troca de tiros com a polícia em Porto Calvo (Crédito: Divulgação)

Um dos suspeitos de ter assassinado a tiros o cabo da Polícia Militar Adriano José da Silva, na noite desse domingo (16) no município de Porto Calvo, foi baleado e morto durante troca de tiros com policiais militares na manhã desta segunda-feira (17). De acordo com informações da Delegacia Regional de Matriz de Camaragibe, uma mulher foi presa sob acusação de participação na morte do cabo Adriano. Mais dois suspeitos continuam foragidos.

Segundo o policial Gustavo Nogueira, as investigações conduzidas pela delegacia de Porto Calvo levaram a PM até a casa de Veroneide de Araújo, apontada como uma das autoras intelectuais do assassinato do cabo Adriano. Após a abordagem, a acusada confessou que tinha contratado o taxista José Alexandre da Silva Costa, de 31 anos, para executar o militar, a mando de seu amante - identificado apenas como Didi - e do irmão dele, conhecido como Albiran.

De acordo com investigações da delegacia, o amante de Veroneide, Didi, é o responsável pelo assassinato do PM Ademir José da Silva, irmão do cabo Adriano José, ocorrido em janeiro do ano passado. Segundo a polícia, Didi teria encomendado a morte de Adriano José porque, após ter matado o irmão do cabo, um dos seus comparsas foi executado. Desde então, Didi jurou matar Adriano.

Veroneide revelou que já tinha pago R$ 3 mil ao taxista, como primeira parcela do “serviço”, e que entregaria o restante do dinheiro na manhã desta segunda-feira, após a execução do cabo Adriano. Com esta informação, os policiais resolveram aguardar a chegada do suspeito à casa de Veroneide.

“Quando José Alexandre chegou ao local, os policiais deram voz de prisão, mas ele reagiu com uma arma de fogo. Houve troca de tiros e uma bala acabou atingindo o taxista, levando-o a morte”, detalhou Gustavo Nogueira.

Veroneide de Araújo foi conduzida até a Delegacia Regional de Matriz de Camaragibe, onde permanecerá presa. A polícia segue as buscas pelos irmãos Didi e Albiran.

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