Caso Bárbara: após receber denúncia, PC detém homem errado

12/01/2013 07h53
Da Redação

Otávio Cardoso está foragido há quatro meses (Crédito: Divulgação)
Otávio Cardoso está foragido há quatro meses (Crédito: Divulgação)

Após receber a informação de que o principal acusado no sumiço da jovem Bárbara Regina estaria na Barra de São Miguel, balneário mais movimentado de Alagoas no verão, a Polícia Civil chegou a deter um homem por engano na madrugada deste sábado (12).

Com características muito semelhantes a de Otávio Cardoso da Silva Neto, 25 anos, o rapaz, de identidade não revelada, foi detido, mas liberado logo após a Polícia Civil checar informações e documentos.

A notícia de que Otávio teria sido encontrado circula desde o início da madrugada de hoje. As informações obtidas pelo TNH1 são de que a família de Bárbara chegou a entrar em contato com jornalistas para divulgar a prisão do principal acusado do caso, foragido há quatro meses.

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Bárbara foi morta a punhaladas por Otávio Cardoso, diz Polícia Civil

De acordo com as investigações, Otávio matou Bárbara a punhaladas após os dois deixarem, juntos, a boate Le Hotel na madrugada do dia 1º de setembro de 2012. Segundo a polícia, o acusado relatou a um amigo que enforcou a jovem e depois a matou a punhaladas, desferidas na altura do peito. A suposição da polícia é que a jovem foi assassinada porque se negou a fazer sexo com Otávio, considerado pelo seu amigo como “psicopata” e “louco por sexo”.

Depois de quatro meses, a polícia nunca encontrou o corpo da jovem, que teria sido escondido em um canavial, tampouco o autor do crime. Entretanto, com o depoimento de testemunhas e gravações de câmeras de segurança, a polícia acredita que há indícios suficientes que apontam a autoria do homicídio cometido por Otávio, seguido de ocultação de cadáver.

Imagens mostraram Bárbara e Otávio deixando boate juntos

Gravações do circuito de câmeras de segurança do Le Hotel revelam que Otávio Cardoso entrou na boate às 23h17 da noite da sexta-feira 31 de agosto. As imagens mostram que ele deixou o local às 3h09 da madrugada do sábado, acompanhado de Bárbara.

Segundo o delegado que preside o inquérito, Antônio Nunes, Otávio fez uma ligação a uma pessoa conhecida no aparelho celular de Bárbara, no sábado (1º), por volta das 17h. "Ele colocou o chip no celular dela para fazer o telefonema", explicou.

Sem cartão de crédito ou conta bancária, a polícia diz que continua checando todas as informações recebidas sobre o paradeiro de Otávio, que suspeito de ter cometido outros crimes: homicídio, um estupro no interior do estado e um assalto.

 

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